Hoje o maior artilheiro da história da Chapecoense completaria 36 anos. Parabéns, Bruno Rangel!

Campeonato Catarinense 2016: Chapecoense X AvaÍ

Uma das vítimas do trágico acidente de avião que levou 71 no dia 28 de novembro do ano passado, na Colômbia, o caçula de Dona Maria, Bruno Rangel, nasceu e cresceu em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense do Rio de Janeiro, mas virou filho ilustre de Chapecó. Chegou ao oeste catarinense aos 31 anos para defender o principal time de futebol da cidade e não demorou muito até se tornar ídolo. Com 31 gols em 34 jogos, foi o grande responsável por levar a Chapecoense à primeira divisão em 2013. Mas ele foi além. Após rápida passagem ao Al Arabi, do Catar, em 2014, voltou para se tornar o maior artilheiro da história do clube, com 81 gols.

– É muito importante para a minha carreira (ser artilheiro da Chapecoense) e quero seguir fazendo gols para aumentar a marca. Desde que cheguei ao clube, trabalhamos para subir e jogar copas. Hoje, a Chapecoense é um clube respeitado pelas suas competências – disse o atacante que faleceu aos 34 anos, em entrevista ao jornal “Olé”, antes de enfrentar o San Lorenzo na semifinal da Copa Sul-Americana.

Em entrevista ao GloboEsporte.com em 2014, ele revelou ainda outros sonhos. Um deles era jogar na Série A do Brasileiro. Conseguiu realizá-lo três vezes com a camisa da Chapecoense, sempre em alto nível, e ficou a dois jogos de conquistar o título da Copa Sul-Americana. Faltou apenas defender a seleção brasileira.

– Estou feliz por tudo que conquistei, mas não me sinto realizado. Só vou me sentir assim
quando eu não tiver mais objetivos. Hoje eu tenho. Sonho é uma coisa que as pessoas acham que é impossível, mas eu não acho. Por isso eu tenho o sonho de jogar pela Seleção. Sei que é difícil, até pela minha idade. Mas é o meu sonho, e estou buscando – disse, na ocasião.

Todo o Brasil parabeniza esse grande artilheiro, e acima de tudo, esse grande homem! Que deixou dois filhos pequenos (8 e 2 anos hoje). Ele era o caçula de 11 filhos que teve Dona Maria. Respeito e gratidão eterna, Bruno Rangel.

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