Chris Paul e sua genialidade

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Hoje em uma NBA cada vez mais competitiva, chegamos na era dos chamados “supertimes”, quatro, cinco elencos recheados de All-Stars, na briga do tão desejado anel de campeão. Cris Paul, um dos nomes mais requisitados e disputados da última pós temporada, principalmente depois que demonstrou seu interesse de ser trocado pelo Los Angeles Clippers, resolveu levar seus talentos para o Houston Rockets e reforçar a equipe Texana, que já contava em seu plantel com um tal de James Harden.

CP3 é conhecido pelo seu jeito clássico de jogar, armador sólido nos dois lados da quadra, possui uma boa defesa, bom arremesso de média distância, conduz a bola e arma o jogo como poucos, sendo considerado hoje o melhor jogador da posição um da NBA, quando falamos de assistências. Pick and roll, passes magistrais e ponte aérea, é um sonho para quem gosta de atacar o aro jogar com Cris Paul.

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Selecionado na quarta posição do draft de 2005 pelo New Orleans Hornets atual New Orleans Pelicans, Cris Paul ficou atrás de nomes como Andrew Bogut(primeira escolha), Marvin Willians (segunda escolha), e Deron Willians (terceira escolha). É isso mesmo, o armador foi selecionado depois desses “grandes” nomes da NBA.

Em sua temporada de estreia 2005-06 foi escolhido o Rookie do ano e não demorariam muito para enxergarem o grande talento que ele possuía. Em 2008 CP3 teve sua melhor média na temporada regular no quesito assistência (11.6), e foi quando chegou mais longe com o time de New Orleans, sendo também seu primeiro Playoffs. Foi um ano empolgante, o time do estado da Luisiana obteve um recorde de 56 vitórias e 26 derrotas, ficando em segundo lugar no Oeste e conquistando o único título da divisão Sudoeste de sua história. Nesta temporada, CP3 ao lado de David West e Tyson Chandler levaram o Hornets para Semifinal de conferência, onde abriram 2×0 e 3×2 contra o San Antonio Spurs, mas permitiram uma virada da equipe texana e acabaram sendo eliminados em casa no jogo sete.

Oito de Dezembro do ano de 2011, quase seis anos atrás, estava tudo certo, a ida de Cris Paul para o Los Angeles Lakers já era dada como concretizada através de uma troca tripla envolvendo Houston Rockets e o até então atual time do atleta, New Orleans Hornets. Mas as interferências controversas de alguns acabaram “melando” a troca. Os que se mostraram mais incomodados foram Mark Cuban, proprietário do Dallas Mavericks e Dan Gilbert, proprietário do Cavs. Pressionado para que a troca não ocorresse, David Stern comissário da NBA na época não deixou que a negociação fosse concretizada, ver CP3 e Kobe Bryant jogarem juntos não agradava muito os donos das franquias. Vale lembrar que, o Hornets nesse ano era comandado pela NBA, devido às dividas, não interessava a ninguém assumir a equipe. A liga também passava por um momento delicado e turbulento, estava em greve e as cobranças dos jogadores e donos das franquias eram muito grandes.

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Com a sua não ida ao Lakers, Cris Paul acabou sendo trocado para o outro time de Los Angeles, o Clippers, que tinha como esperança em seu elenco, o jovem promissor Blake Griffin. Desde a sua temporada de estréia 2011-12 até seu último ano (2017) antes da troca para o Houston Rockets, Cris Paul sempre foi aos Playoffs com a equipe Angelina, feito que, poderia ser considerado por muitos como um trabalho que deu certo, mas não era dessa forma que os jogadores, fãs e críticos pensavam. Entrava ano, saia ano, toda expectativa em torno daquele time era grande, Blake Griffin realmente era aquilo que se pensava dele, CP3 consistente, com elenco de apoio sólido, eles queriam algo a mais, tanto é que o experiente treinador Doc Rivers, comandante do último título do Boston Celtics na NBA em 2008 foi contratado para a temporada 2013/14. Parecia que, era o encaixe que faltava para aquele time engrenar, mas nada mudou. O Clippers até conseguiu ir para as semifinais de conferência em duas oportunidades, não passou disso. Nos playoffs de 2015, foi notável a frustração desse time, uma primeira rodada com jogos espetaculares contra o San Antonio Spurs e depois de um 4×3 suado a vaga para as semifinais estava garantida. Veio então o Houston Rockets. DeAndre Jordan, Blake Griffin e Cris Paul de um lado, James Harden e Dwight Howard do outro. O Clippers abriu uma vantagem de 3×1, mas acabaram permitindo uma virada histórica da franquia texana, e novamente viraria os holofotes negativos da NBA, já CP3 ficaria outra vez fora de uma final de conferência.

Um fator negativo que envolve Cris Paul é de ter atuado nos dois times do oeste que sequer chegaram a uma final de conferência na história (New Orleans Pelicans e Los Angeles Clippers). CP3 também vem sofrendo com as lesões, que o tem assombrando nas últimas temporadas. Ele é um gênio, isso ninguém discute. Mas será que a sua chegada ao Houston Rockets irá fazer com que ele possa disputar pela primeira vez sua final de conferência, e até quem sabe da NBA? A temporada promete, mas não podemos deixar de lado as expectativas geradas em cima dele com a sua ida ao Texas.

Chris Paul Son All Star Game

Cris Paul entre os jogadores em atividade na NBA é o que possui mais assistências distribuídas, sendo impressionantes 8262 passes que resultaram em cestas, ocupando até então o décimo lugar no ranking de maiores passadores da história da liga. Com nove aparições no All-Star Game, sendo MVP da edição de 2013, o atleta ainda possui grandes feitos como, quatro vezes selecionado para o quinteto ideal da NBA, sete vezes no primeiro time de defesa, duas medalhas de ouro pela seleção dos EUA (2008 e 2012) e um terceiro lugar no Mundial do Japão (2006). Suas médias até então são de 18.7 pontos, 9.9 assistências e 2.3 roubos de bola, sendo o único jogador da história da NBA a liderar a liga por dois anos consecutivos (2007-08 e 2008-09) nas médias em assistências e roubos de bola. Não para por aí, ele novamente liderou as médias de assistências e roubos de bola na temporada de 2013-14, até então o único jogador a fazer tal feito por três vezes.

Texto por: Joao Godoi

 

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