A era Duncan

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Timothy Theodore Duncan, para a grande maioria Tim Duncan e para os mais íntimos Timmy, apelido dado pelos torcedores dos Spurs que, o venerou desde a sua primeira e impactante temporada 1997-98 até sua triste e dolorosa despedida 2015-16.

Nascido em 25 de Abril de 1976 nas Ilhas Virgens Duncan em seus primeiros anos de vida nunca teve o basquete como esporte favorito, para quem não sabe o ídolo de San Antonio era nadador e treinava forte sendo destaque do seu país, mas tendo seu sonho interrompido após a passagem do Furacão Hugo causando a destruição da piscina onde treinava. Com isso resolveu jogar basquete e após a morte da mãe um dia antes de completar 14 anos de idade, passou a se dedicar mais ao esporte.

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Tim Duncan estudou na Univeridade de Wake Forest, como era o desejo de sua mãe ver todos os seus filhos formados. Foram quatro anos de faculdade, e Duncan conseguiu finalmente o tão sonhado diploma, se formando em Psicologia (talvez isso explique seu comportamento tão sereno em quadra). Mas não só isso, ele apareceu para o mundo do basquete destacando-se como Pivô de Wake Forest, chamando atenção dos grandes times da liga. Neste período ele acabou sendo escolhido três vezes o melhor jogador da Conferência ACC, e eleito o melhor Jogador Universitário de 1997.

Com o diploma na mão, Duncan como já era esperado fez sua inscrição para o Draft de 1997, virando automaticamente o sonho de consumo das franquias da NBA. Mas parecia que o destino já estava traçado, e não poderia ser diferente, ele iria para San Antonio naquele ano. O Spurs que acabou ganhando a tão desejada “First Pick”, por ter tido uma temporada anterior ao Draft desastrosa com resultados que não vinham e contusões de seus principais jogadores David Robinson e Sean Elliot, enxergava no seu prospecto um futuro de resultados promissores.
Finalmente chega à hora de Tim Duncan estrear, e que temporada! Ele já parecia adaptado e não sentiu nenhum peso em seu primeiro ano na liga. Duncan teve médias de 21.1 pontos, 11.9 rebotes e 2.5 tocos por jogo, tornando-se o Rookie do ano e contribuindo para que o time texano retornasse aos Playoffs, onde acabaram sendo eliminados nas semifinais de conferência. Seu desempenho nos Playoffs foi de 20.7 pontos, 9.0 rebotes e 2.6 tocos por jogo.

Não demoraria muito e Tim Duncan conquistaria seu primeiro anel de campeão da NBA, e tudo isso aconteceria justamente em sua segunda temporada 1998-99. O encaixe com David Robinson era perfeito, as “Torres Gêmeas” como foram apelidados pela mídia americana funcionava de uma forma objetiva e direta. O San Antonio Spurs acabou se tornando campeão pela primeira vez em sua história em cima do New York Knicks, com Duncan sendo eleito o MVP das finais.

Após a aposentadoria de David Robinson, Duncan viu a chegada de dois parceiros improváveis para que a dinastia San Antonio Spurs fosse estabelecida. Tony Parker um belga naturalizado francês e Manu Ginobilli este argentino que, por “coincidência” viria eliminar a seleção dos EUA em 2004 das olimpíadas em Atenas, curiosamente única olimpíada disputada por Tim Duncan. Os três juntos ao esquema de jogo adotado por Greg Popovic levaram a equipe do Texas para outro patamar na NBA conquistando mais quatro títulos.

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Duncan era sólido nos dois lados da quadra, jogador compromissado, concentrado, não demonstrava abalo psicológico (tirando aquele gancho que ele errou no jogo 7 contra o Miami Heat nas finais de 2013), nada midiático, tanto é que sua aposentaria foi anunciada quando realmente parou. Jogador de um time só em 19 temporadas na NBA, após sua escolha o San Antonio Spurs jamais deixou de ir aos Playoffs. Timmy acumula números e mais números expressivos em sua carreira, foram 5 títulos na NBA em 6 finais disputadas, 2 MVP de temporada regular, 3 MVP de finais, 15 vezes All-Star, 10 vezes no time principal da liga, 8 vezes no time principal de defesa da liga, entre outros vários feitos individuais. Não é à toa que, o camisa 21 já aposentada em San Antonio seja considerado pela grande maioria o maior Ala-Pivô da história.

Texto por: Joao Godoi 

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